"Pirataria de Sementes de Soja Gera R$ 10 Bilhões em Prejuízos ao Brasil - (piratas pelo mundo)

 


Um levantamento recente realizado pela CropLife Brasil, em parceria com a consultoria especializada Celeres Consultoria, revelou que o Brasil perde cerca de R$ 10 bilhões anualmente devido ao roubo e à comercialização ilegal de sementes de soja — o que equivale a aproximadamente US$ 1,76 bilhão.

Esse problema vai além dos prejuízos econômicos diretos: ele escancara os desafios enfrentados pelas indústrias de sementes, defensivos agrícolas e biotecnologia. Como principal produtor e exportador de soja do mundo, o Brasil encara o comércio clandestino de sementes falsificadas como uma ameaça relevante à integridade de toda a sua cadeia produtiva.

A dimensão da pirataria no campo

Segundo a pesquisa, as sementes de origem ilegal já ocupam cerca de 11% das lavouras de soja no país. Para se ter uma ideia do impacto, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que, na safra 2023/24, foram cultivados 46,15 milhões de hectares de soja no Brasil. Esse número deve crescer ainda mais entre 2024 e 2025, alcançando aproximadamente 47,45 milhões de hectares.

O uso disseminado dessas sementes irregulares representa um sério risco à credibilidade do setor agrícola brasileiro, tanto no mercado interno quanto no exterior. Além disso, produtores que recorrem a esse tipo de insumo muitas vezes enfrentam queda na produtividade e na qualidade da colheita. Em um cenário de competição acirrada com países como Estados Unidos e Argentina, esses fatores podem comprometer seriamente a posição do Brasil no comércio internacional de soja.

Impactos financeiros e estratégicos

As perdas geradas por esse mercado ilegal são expressivas. O estudo estima que, ao longo dos próximos dez anos, o país pode deixar de arrecadar aproximadamente R$ 1 bilhão em impostos, devido à evasão fiscal promovida pela pirataria de sementes.

Além disso, a ausência dessa receita tributária compromete investimentos em áreas essenciais, como infraestrutura e serviços públicos. O relatório aponta também que, caso esse comércio ilegal seja combatido de forma eficaz, os investimentos destinados ao desenvolvimento de novas variedades de sementes poderiam alcançar cerca de R$ 900 milhões no mesmo período.

Mais do que um problema agrícola, a pirataria de sementes se configura como um entrave ao desenvolvimento econômico nacional. Ela enfraquece a capacidade de inovação no campo e ameaça os avanços tecnológicos que têm o potencial de tornar a produção mais eficiente e sustentável.

Um alerta ao setor

As conclusões do estudo funcionam como um importante sinal de alerta para todos os envolvidos na cadeia do agronegócio. A CropLife Brasil, que reúne empresas ligadas ao setor de sementes, biotecnologia e defensivos agrícolas, reforça a urgência da adoção de medidas coordenadas para enfrentar o problema.

A presença de sementes piratas no mercado coloca em xeque o futuro da inovação agrícola no país. Como um dos pilares da economia brasileira, o agronegócio emprega milhões de pessoas. Se a pirataria de sementes continuar avançando, poderá colocar em risco o sustento de inúmeros trabalhadores rurais.

Ao conter esse mercado paralelo, o Brasil não apenas protegerá sua reputação global, mas também fortalecerá sua economia e garantirá a estabilidade de milhares de empregos no campo.



Multiplicação e venda não autorizada

Agricultores ou grupos ilegais armazenam parte da colheita (sementes) de uma safra anterior e as revendem como sementes comerciais, sem qualquer controle genético ou sanitário. Muitas dessas sementes são de variedades protegidas por leis de propriedade intelectual, então isso configura violação de direitos.


📦 2. Falsificação de embalagens

Sementes comuns (não certificadas ou de baixa qualidade) são colocadas em embalagens falsificadas de marcas reconhecidas. Essa prática engana o comprador, que acredita estar adquirindo um produto de alta performance, mas na verdade está comprando sementes com menor potencial produtivo ou com maior risco de pragas e doenças.


🌱 3. Venda informal ou clandestina

A comercialização é feita fora dos canais oficiais, como cooperativas, revendas autorizadas ou empresas licenciadas. A venda pode ocorrer em feiras, beiras de estrada ou até mesmo pela internet, dificultando a fiscalização.


🧬 4. Reprodução de sementes protegidas

Algumas sementes, especialmente as transgênicas ou híbridas, têm tecnologia embarcada e não devem ser reutilizadas. Porém, produtores podem tentar "reproduzi-las" ilegalmente, o que além de ser crime, geralmente resulta em perda de produtividade, já que essas sementes não mantêm as características originais nas gerações seguintes.


🚫 5. Ausência de certificação

As sementes piratas não passam por testes de germinação, pureza, vigor ou tratamento contra pragas e fungos. Isso não só prejudica o rendimento, mas pode causar surtos de pragas e doenças na lavoura, afetando até outros produtores vizinhos.

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- piratas pelo mundo

Fonte: https://www.tradingview.com/

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